Sementes oriundas da Ásia por correio deixam país em alerta

02/09/2020

O Ministério da Agricultura emitiu esta terça-feira, 1 de setembro, um alerta sobre o envio postal de pacotes de sementes oriundos de países asiáticos, que não foram solicitados, pedindo a todas as pessoas que não semeiem ou deitem no lixo. De preferência reencaminhem -nas para as direções de agricultura, visto que pode conter produtos que acarretam “sérios riscos do ponto de vista da sanidade vegetal, pela possibilidade de veicularem pragas e doenças ou ainda pelo perigo de se tratarem de espécies nocivas ou invasoras”, pode ler-se na comunicação do Ministério da Agricultura.

Depois de já outros países terem sido alvo do envio de sementes por via postal, sem serem solicitadas, para casa das pessoas, agora chegou a vez de Portugal. Na sequência do risco que pode advir daí, o Ministério da Agricultura alerta, em nota ontem divulgada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) para o envio de “pequenos pacotes de sementes, não solicitados, provenientes de países asiáticos”.

O alerta emitido refere ainda que para além das sementes de várias espécies, as embalagens podem conter solo, larvas mortas ou estruturas de fungos. E, segundo o ministério tutelado por Maria do Céu Antunes, as embalagens, cujo conteúdo não aparece especificado, também não são acompanhadas por um certificado fitossanitário que ateste as exigências do país, acarretando assim “sérios riscos do ponto de vista da sanidade vegetal, pela possibilidade de veicularem pragas e doenças ou ainda pelo perigo de se tratarem de espécies nocivas ou invasoras”.

Por esse motivo, o apelo feito é para que as sementes não sejam semeadas ou colocadas no lixo, mas sim entregues num serviço regional da DGAV ou na Direção Regional de Agricultura e Pescas.

A nota divulgada pelo Ministério da Agricultura finaliza apelando a todas as pessoas que tenham recebido tal encomenda para, e caso não consiga entregar em mãos, “agradece-se que estas sementes sejam enviadas, com a embalagem original, incluindo a etiqueta de expedição, para a DGAV (Campo Grande 50 – 1700-093 Lisboa), devendo ser indicado um contacto tendo em conta a eventual necessidade de recolha de esclarecimentos adicionais”, ressalvou o Governo.

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