Por estes dias brinda-se com Cerveja Artesanal de Fogaça na Quinta do Castelo

04/10/2024

Já arrancou a sexta edição do Festival de Cerveja Artesanal com Lúpulo Feirense, em Santa Maria da Feira, que irá decorrer até ao próximo domingo, 6 de outubro, na Quinta do Castelo. Em 2024, o festival celebra a criatividade gastronómica e as sonoridades de Portugal e do Brasil com showcookings por chefs nacionais e internacionais de quatro cidades criativas da gastronomia UNESCO, workshops e conversas temáticas em torno da cerveja artesanal e do lúpulo de produção local, concertos e sunset sessions em todas as noites do certame.

Mantendo-se no icónico espaço da Quinta do Castelo, o recinto do evento foi alargado, contando com a participação de mais cervejeiros representados e maior oferta gastronómica, e com a particularidade do lançamento de uma cerveja artesanal de Fogaça da Feira, de edição exclusiva e limitada. E, nesta quinta-feira, na abertura do festival foi revelado o sabor desta nova cerveja, com Jorge Assunção, da Cervejeira Quatrotorres a explicar todo o processo que levou ao produto final agora apresentado.

Amadeu Albergaria, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, reforçou a importância da realização do evento, que nos últimos anos terá sido responsável pelo aparecimento de novas empresas cervejeiras no município. Mas para o edil o festival é muito mais, pois junta um projeto de animação, que este ano liga “a cidade criativa, que nós somos, da gastronomia UNESCO com outras cidades”. A escolha desta edição para parceiro recaiu no Brasil, sendo feita uma homenagem à cultura musical brasileira, a que se juntam algumas outras atividades que fazem do festival um evento para todos. “Este é um festival que tem uma localização privilegiada, que é a Quinta do Castelo, com um conceito interessantíssimo que é o uso do lúpulo, essencial para a produção deste tipo de cervejas, produzido em Santa Maria da Feira, o fator de ter este intercâmbio das cidades criativas e a criatividade de termos feito o desafio de poder ser criada uma cerveja com inspiração na fogaça, naquilo que designamos ser uma fogaça em estado líquido. Tudo bons motivos para que as pessoas possam participar e desfrutar”.

Segundo o presidente da câmara, “assim como todos os momentos culturais do concelho, depois das primeiras edições vamos melhorando, crescendo de forma sustentada, e este festival não foge à regra e está a fazer este caminho de crescimento, no qual são introduzidos fatores de diferenciação e de surpresa ano após ano. Considero que esta edição é ótima e demonstra que o festival está num sentido ascendente”. Para já, e depois da passagem do evento para a Quinta do Castelo, no ano passado, Amadeu Albergaria considera que “ a única incógnita deste espaço, tendo em conta o momento em que organizámos o evento, é o estado do tempo”, no entanto, afirma pensar ser o local indicado porque “aqui as famílias podem usufruir e que se adequa ao festival”.

Tributo a Elis Regina

Quanto à cerveja com sabor a fogaça, o edil feirense afirma que os produtores “foram felizes e que alcançaram aquilo que era o seu objetivo. Quando bebemos esta cerveja, imediatamente sentimos o sabor da fogaça e a cor caramelizada também é muito próxima. Considero que acertaram em cheio”. O autarca vai mais longe e olha para este produto como o resultado do facto de Santa Maria da Feira ser uma cidade criativa. “Tem sido feito um excelente trabalho que permite fazer projetos como este. A cerveja em estado líquido e a fusão de sabores são o exemplo que as pessoas ligadas à hotelaria, os nossos chefs e as nossas indústrias têm aproveitado para fazerem produtos que são inovadores, que chamam a atenção dos consumidores e da comunicação social pela curiosidade que despertam, e isso deixa-nos satisfeitos, porque um dos objetivos das cidades criativas é este mesmo”, concluiu.

A Cerveja Artesanal de Fogaça é a grande novidade desta edição

Jorge Assunção da cervejeira Quatrotorres, responsável pela criação da Cerveja Artesanal de Fogaça, recorda que chegou pela primeira vez ao festival como cliente, mas já a produzir cerveja “numa garagem”, e na terceira edição passou a estar inserido como produtor. Três edições depois da sua primeira participação, apresenta-se com a inovação do desafio que lhe foi lançado e desvendou um pouco do processo que está por detrás desta inovação. “Nós na Quatrotorres gostámos de desafios. Este não foi difícil porque a experiência já adquirida desde 2016 permite-nos criar uma receita praticamente do zero e adaptar consoante seja necessário. A introdução da fogaça, que só acontece na segunda etapa do processo de produção, durante a braçagem, é feita só depois de esta ter sido previamente tostada e juntamente com o malte. Isto permite-nos extrair alguns aromas e sabores da fogaça que se repercutem no paladar final da cerveja,”, e que se apresenta caramelizada, suave e com notas de especiarias.

Jorge Assunção – Cervejeira Quatrotorres

No entanto, refira-se que a cerveja passa por um processo algo longo, não só de produção, mas também na fermentação, que Jorge Assunção quis recordar. “A produção tem uma duração de aproximadamente oito horas e o processo de fermentação que tem a duração de cerca de duas a três semanas, consoante os estilos de cerveja. Por último, são precisas mais duas semanas para o processo de maturação”.

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