Peugeot elétrico uma história que remonta aos anos 40

31/03/2020

A Peugeot está a apostar fortemente na eletrificação de toda a sua gama, espelhado nas suas mais recentes propostas 100% elétricas, o PEUGEOT e-208, recém-proclamado ‘Carro do Ano’ na Europa, e o SUV compacto e-2008.
Apresentam-se no mercado com as mais avançadas tecnologias e com uma autonomia superior a 320 quilómetros (WLTP), mas ambos são herdeiros de um automóvel muito diferente, o Peugeot VLV (Véhicule Léger de Ville),
desenvolvido para garantir a mobilidade de serviços essenciais, numa altura de enorme escassez de combustível, provocada pela guerra.
A história remonta aos anos 40 do século passado, mais em concreto a 1941, data em que o Peugeot VLV surgiu com uma oferta de uma autonomia máxima de 80 quilómetros e uma velocidade máxima de 36 km/h, fruto de quatro baterias com 12V e uma potência de 3,3 cv.

Com o lançamento do compacto urbano e-208 e também do SUV e-2008, a Peugeot assume-se como estando na vanguarda da tecnologia 100% elétrica, sistema de propulsão no qual trabalha há décadas e para o qual tem contribuído com avanços que aumentaram a sua competitividade como alternativa aos combustíveis tradicionais.
Foi em 1941, que a marca comercializou o seu primeiro veículo elétrico, o Peugeot VLV, um mini-cabriolet de dois lugares e com 80 quilómetros de autonomia, projetado para garantir serviços essenciais, como distribuição de correio ou prestação de assistência médica, num contexto de escassez de combustível decorrente da Segunda Guerra Mundial.

O seu processo de desenvolvimento assentou em estudos realizados por engenheiros da marca duas décadas antes, utilizando, na altura, um Peugeot 201.
Dotado de um design original, este modelo contava com 4 baterias de 12 V, que geravam uma potência de 3,3 cv, podendo ser recarregadas em qualquer tomada. O Peugeot VLV tinha uma autonomia entre os 75 e 80
quilómetros e uma velocidade máxima de 36 km/h, fatores que o tornavam num veículo eminentemente urbano.
Apesar das dificuldades no fornecimento de matérias-primas e de acumuladores, foram fabricadas 377 unidades do VLV, modelo que ostentava um raio à frente, em substituição do tradicional Leão da Peugeot.

Destacava-se pelo reduzido peso, fruto de uma carroçaria integralmente em alumínio, não indo além de 365 kg, incluindo 160 kg das baterias. Em 1943, as autoridades do regime de Vichy proibiram a sua produção.
Após essa primeira incursão, a Crise do Petróleo das décadas de 70 e 80 levou a Peugeot a recuperar os seus estudos sobre mobilidade elétrica através de modelos de série, como o 104 ou o 205. Esses trabalhos culminaram no lançamento comercial do Peugeot 106 elétrico, entre 1995 e 2001. Já no Século XXI, a marca colocou no mercado o Peugeot iOn, em 2009, e o Partner Electric, em 2014.


Hoje, fruto do desenvolvimento da nova plataforma CMP, flexível e multi-energias, a marca conta na sua gama com o Peugeot e-208, recentemente galardoado com o troféu de ‘Carro do Ano 2020’ na Europa, e o e-2008, duas propostas que dão continuidade a essa longa e intensa relação da Peugeot com a mobilidade elétrica.

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