Fogaceiras uma tradição secular que passa de geração em geração

05/01/2023

No próximo dia 20 de janeiro o centro histórico de Santa Maria da Feira acolhe a mais antiga e identitária festividade do concelho. Uma tradição secular com 518 anos de história, marcados pela devoção do povo das Terras de Santa Maria ao mártir S. Sebastião. Do programa oficial o dia 20 conta com o Cortejo Cívico, que parte dos Paços do Concelho até à Igreja Matriz, pelas 10h30, seguindo-se a missa solene com benção das fogaças, pelas 11h00. Da parte da tarde, pelas 15h30, realiza-se a tradicional Procissão das Fogaceiras nas ruas do centro histórico.

O programa da Festa das Fogaceiras 2023 arrancou no dia 1 e prolonga-se até 28 de janeiro. Durante o mês, Santa Maria da Feira celebra em pleno a Festa das Fogaceiras nas suas múltiplas dimensões – cultural, religiosa e cívica – num ano marcado pelo regresso de centenas de meninas fogaceiras às ruas do centro histórico, onde desfilam com a fogaça à cabeça, cumprindo o voto o Mártir São Sebastião.

Este ano os rostos da Festa das Fogaceiras 2023 pertence a cinco irmãs feirenses, Maria, Leonor, Inês, Benedita e Helena representam, na sua plenitude, o orgulho e o sonho de ser fogaceira. As duas mais velhas, Maria e Leonor, 13 e 11 anos, já participaram na festividade e querem repetir a experiência. A irmã do meio,[nês, 9 anos, está ansiosa pela sua estreia. As duas mais novas, Benedita e Helena, 5 e 2 anos, sabem que têm de esperar pelos 8 anos, mas o entusiasmo já é notório.

A presenças destas irmãs transmite uma mensagem que, segundo os responsáveis pela organização da festa, reforça a importância de preservar a tradição secular das Fogaceiras, transmitida de geração em geração através da família. As meninas fogaceiras sabem que esta festa, celebrada a 20 de janeiro, feriado municipal em Santa Maria da Feira, teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de proteção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado Fogaça. Agora, 518 anos depois, esta geração de irmãs querem ser parte integrante do uma tradição que não querem que termine.

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