
Aumentam as fraudes no uso do MBWay
10/07/2020
Esquema fraudulento no uso do MBWay já burlou milhares de pessoas em Portugal. Nos primeiros cinco meses deste ano já foram apresentadas 2.560 queixas na PSP e GNR, numa média de 17 por dia. A região das Terras de Santa Maria não foge à regra, e as autoridades alertam para o cuidado a ter neste tipo de transações.
O Terras Santa Maria teve conhecimento, através de fonte policial, que aumentaram as burlas com recurso à aplicação MBWay, e os concelhos da região não fogem à regra. Segundo dados citados recentemente pelo jornal Público, foram apresentados 2.560 denúncias nos cinco primeiros meses do ano, em todo o país, com base em queixas apresentadas na PSP e GNR, numa média de 17 por dia.
O modus operandi que os burlões mais utilizam é o de levar o vendedor de um bem em segunda mão a uma caixa de multibanco, onde associam à sua aplicação o número de telemóvel, por norma descartável, do burlão. Desta forma o vendedor permite a outra pessoa o acesso pleno à sua conta bancária, pensando que está a introduzir aquele número para dali receber uma quantia.
Para além do muito cuidado a ter com este tipo de operação, as autoridades alertam para que evite este tipo de transação, até porque a Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) entidade que congrega todos os bancos que operam em Portugal, e que gere todo o sistema de cartões de débito (Multibanco), e é responsável pela rede, pelas máquinas de pagamento nas lojas e pelas caixas automáticas onde se fazem levantamentos de dinheiro, entre outras, não se responsabiliza pelas transações feitas de forma fraudulenta. Neste caso, a SIBS defende-se com o facto de que no momento em que o utilizador está prestes a associar à sua conta um número de telemóvel diferente, é automaticamente informado no ecrã da caixa de multibanco com um aviso, a vermelho, perguntando se pretende confirmar a operação.
Nesse sentido, o alerta é feito a todos os utilizadores desta app, para que leiam atentamente todas as condições e não se deixem enganar. Atualmente o sistema ainda não possui uma forma de reforço de segurança, que segundo a Defesa do Consumidor está a ser preparado pela SIBS, mas que ainda demorará. Até lá, todo o cuidado é pouco!




