Aberto segundo concurso público para obras de reabilitação do Castelo da Feira

14/03/2025

À margem da conferência de imprensa de apresentação do III Congresso da Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa, que se realizou no Castelo de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, presidente da câmara feirense anunciou a abertura de um segundo concurso público para obras no Castelo e que será no valor de 3,8 milhões de euros.

Amadeu Albergaria revela que, no caso do Castelo da Feira, o procedimento envolve um valor-base de adjudicação que aumentou cerca de 800.000 euros face ao concurso lançado em 2024, que ficou deserto. Mas tratando-se de uma obra que diz ser muito específica e que não há muitas empresas disponíveis”, por esse motivo está consciente de que não venha a aparecer muitas empresas a concorrerem.

A empreitada, que terá uma duração que ultrapassará um ano, visa intervir em todo o Castelo, desde a Capela, com recuperação total do edificado até à parte da arte sacra, melhorando e mesmo criando novos espaços e circuitos de visitação. Outro das zonas intervencionada é algo que está muito ligado às lendas do Castelo, o poço, que Amadeu Albergaria assegura que os visitantes irão passar a ter acesso, “aumentando o interesse na visitação do Castelo”. A empreitada prevê ainda a construção de duas salas que, na tenalha, permitirão a realização de atividades independentes do restante funcionamento do edifício, “estará totalmente inserida na paisagem e existirá como construção mais atual, mas impercetível do ponto de vista exterior”, algo que diz ter sido discutido com os responsáveis “até chegarmos a bom porto”. Quanto ao exterior, o estacionamento será ordenado, serão criadas novas instalações sanitárias e “queremos que a frente do Castelo, que é icónica do ponto de vista da fotografia e da imagem, esteja livre de viaturas.

A obra será feita toda de uma só vez. Por opção, Amadeu Albergaria adiantou que foi feito um projeto global de engenharia e arquitetura para que pudesse ser feito por fases, mas na realidade assegura que será feita apenas numa fase. Um das dificuldades que tinha a ver com um dos problemas estruturais num dos panos da muralha está concluído. Mas decidimos, devido à candidatura que esperamos conseguir obter, e devido à capacidade financeira e contas robustas da autarquia, fazer uma empreitada única. Isso não significa que a organização da empreitada não seja feita por fases, porque sabemos que temos de salvaguardar os eventos que se realizam e cujo Castelo é fundamental, como por exemplo a Viagem Medieval e o Perlim. Em fase de empreitada teremos que, junto do empreiteiro acautelar que o Castelo possa ser visitável e utilizável”.

Em todo o caso, para esse projeto, o autarca garantiu que a câmara está a ultimar uma candidatura a financiamento comunitário, prevendo poder chegar aos dois milhões de euros de comparticipação, num edifício que está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

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