10/08/2026
A 30.ª edição da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria encerrou com um balanço de “sucesso absoluto”, segundo a organização, que destaca o impacto do evento na economia local, a projeção nacional de Santa Maria da Feira, a qualidade da programação artística e o forte envolvimento da comunidade.
A edição comemorativa voltou a afirmar a Viagem Medieval como um dos grandes eventos culturais do país, com reflexos no comércio, na restauração e nas restantes atividades económicas do concelho. A presença dos principais órgãos de comunicação social nacionais contribuiu igualmente para reforçar a visibilidade de Santa Maria da Feira e do território, assegura a organização.
“Foi em todas as suas dimensões um sucesso”, afirma o presidente da Câmara Municipal, Amadeu Albergaria, que considera ser “um ato de justiça” felicitar as três entidades que, ao longo de três décadas, construíram o evento: o Município, através dos seus funcionários, a empresa municipal Feira Viva e a Federação das Coletividades, através das associações. Para o autarca, este trabalho conjunto permitiu transformar a Viagem Medieval “numa das grandes referências europeias de recriações históricas medievais”.

Programação artística mobilizou milhares
Entre os momentos de maior adesão e reconhecimento do público estiveram O Discurso do Rei e os dois espetáculos de grande formato, Honra e Destino e Afonso Henriques – O Rei Antes do Reino. Também as diferentes áreas temáticas registaram um aumento da afluência, com vários espaços a esgotarem em diferentes dias da edição comemorativa.
“Tivemos uma programação muito forte, com momentos que mobilizaram milhares de pessoas e que mostram a capacidade da Viagem Medieval para renovar a experiência sem perder a sua identidade”, destaca Paulo Sérgio Pais, diretor-geral da Feira Viva.

Comunidade voltou a assumir papel central
O balanço da organização destaca igualmente o envolvimento da comunidade, com uma participação expressiva do movimento associativo, das escolas e dos voluntários. A adesão dos próprios feirenses foi também visível na decoração de casas e estabelecimentos comerciais com os pendões da Viagem Medieval, reforçando a dimensão comunitária de um evento que há 30 anos faz parte da identidade do concelho.
“Santa Maria da Feira demonstrou, mais uma vez, que sabe organizar, sabe receber e sabe transformar um grande evento numa verdadeira afirmação do território”, sublinha Amadeu Albergaria.
Também Joaquim Tavares, presidente da Federação das Coletividades de Cultura e Recreio do Concelho de Santa Maria da Feira, realça o papel desempenhado pelo movimento associativo, considerando que a 30.ª edição voltou a demonstrar “a enorme capacidade do movimento associativo feirense para se envolver, mobilizar e contribuir para o sucesso de um evento com esta dimensão”. E concluiu afirmando que “é um orgulho para a Federação das Coletividades representar este tecido associativo e fazer parte desta história”, acrescenta.
Com o encerramento da edição comemorativa, a organização considera que a Viagem Medieval reforçou a sua posição como evento de referência na área das recriações históricas, celebrando três décadas de percurso com impacto cultural, económico e turístico no território.








